Obra sustentável cresce e desperta interesse de bancos

Posted by Patrinvest | economia,green building,infraestrutura,negócios imobiliários,o mercado imobiliário | terça-feira 11 outubro 2011 17:44

Jatobá Green Building, exemplo de obra sustentável

As construtoras estão cada vez mais incorporando conceitos de sustentabilidade nos projetos que chegam aos bancos para financiamento. Em um primeiro momento, tais práticas podem até encarecer a obra, mas segundo os agentes financiadores, o melhor emprego de recursos nesses empreendimentos resulta na longevidade do imóvel e menos custos de manutenção. Na concessão do crédito, os bancos veem esses projetos com outros olhos. O Santander criou um selo para obras sustentáveis. Outros bancos, como o Bradesco, chegam a contratar até engenheiros para acompanhar a construção.

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Construção civil crescerá até 5% em cinco anos e crise não abala

Posted by Patrinvest | economia,infraestrutura,negócios imobiliários,o mercado imobiliário | segunda-feira 10 outubro 2011 11:13

São Paulo – O setor da construção civil vai registrar taxas de crescimento anual de 4,5% a 5% nos próximos cinco anos. A estimativa é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sérgio Watanabe.

 

Pelo fato de a construção ser um investimento de longo prazo, o setor continuará carregando parte dos contratos de 2011 e, na avaliação do executivo, a crise na Europa não irá afetar o crescimento da construção. Em 2011, o setor deve registrar uma expansão de 5%. “A atual crise, fundamentada basicamente na Grécia, não deve gerar uma catástrofe na União Europeia. Esperamos um cenário menos ruim do que uma década perdida nos Estados Unidos”, disse Watanabe, para quem a economia norte-americana deverá melhorar seus indicadores.

Para o próximo ano, o presidente do Sinduscon vê como risco para o setor a escassez de mão de obra. Em sua avaliação, a construção civil passa por uma situação de pleno emprego. Enquanto a taxa geral de desemprego está rodando entre 6% e 6,5% no País, no setor de construção ela está em 3%, segundo Watanabe Só de janeiro a agosto, o setor contratou 9% a mais do que em igual período do ano passado. Este desempenho, diz ele, deverá ser mantido em 2012.

“Todo esse crescimento vertiginoso trouxe um problema para a construção civil, que será obrigada a mudar a gestão dos negócios e ser mais intensiva em tecnologia porque a mão de obra, mesmo a de baixa qualificação, está escassa”, disse.

Para ele, o setor deverá continuar se expandindo nos próximos anos como consequência do aumento da renda da população e de ações federais como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Esperamos que o PAC e o Minha Casa, Minha Vida tenham continuidade nos próximos governos”, disse.

Fonte: DCI

Imobiliárias caem mais de 14% na semana passada e lideram perdas do Ibovespa

Posted by Patrinvest | economia,negócios imobiliários,o mercado imobiliário | segunda-feira 3 outubro 2011 18:07

 

As ações do setor setor imobiliário destacaram-se na ponta perdedora do Ibovespa na semana que se estendeu de 19 a 23 de setembro, com cinco empresas do setor figurando entre as seis maiores quedas do índice no período.

No último lugar, aparecem os papéis da Brookfield (BISA3), com queda de 18,10%, cotados a R$ 5,52. Gafisa (GFSA3; -17,48%, R$ 5,95) e Rossi Residencial (RSID3; -17,35%, R$ 9,43) aparecem logo depois com quedas de mais de 17%, enquanto que Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3) recuaram 14,27%, e 14,22%, respectivamente, com a ação valendo R$ 12,20 e R$ 10,50, nessa ordem. A única exceção dentre as maiores quedas do Ibovespa ficou com a Marfrig (MRFG3), que viu seus papéis terem a quarta pior performance do índice na semana (-17,28%), cotados a R$ 6,51.

Vale mencionar que o IMOB, índice de ações que acompanha as empresas do setor imobiliário, recuou 10,4% na semana, desempenho bem pior que o do benchmark da bolsa brasileira, que recuou 6,96% nos últimos cinco pregões.

Volatilidade do setor

Os temores com a situação da dívida europeia e em relação a uma possível recessão nos Estados Unidos levaram a uma crescente preocupação, fazendo investidores migrarem de ativos mais inseguros, como o mercado acionário, para aqueles tidos como mais seguros, como o dólar. O setor imobiliário, como um dos mais voláteis e dependentes de bons momentos econômicos, é um dos primeiros a sofrer.

Alguns dos papéis dessas empresas chegaram a atingir suas mínimas anuais na quinta-feira (22), fator que pode ter gerado uma boa oportunidade de entrada nesse tipo de investimento, visto que esse tipo de ativo agora opera abaixo das sua médias históricas. “Acredito que o setor esta subprecificado, esse movimento de curto prazo é mais de reajuste de posição”, afirma Renato Campos, analista da Técnica Assessoria de Mercado de Capitais.

Tendo esse cenário como pano de fundo, o Goldman Sachs aumentou a sua recomendação para o setor imobiliário, para “overweight” (exposição acima da média), destacando os valuations atrativos e os fortes fundamentos dessas companhias. “Nós continuamos a acreditar que as perspectivas de longo prazo para crescimento, o suporte político e os múltiplos descontados justifiquem o investimento em empresas do setor”, afirma o banco.

Inflação e dólar em alta também prejudicam

Mesmo com a boa sessão na sexta-feira, esses papéis continuaram a se situar entre as maiores quedas semanais. Além do dólar em patamares muito altos – o que acaba beneficiando empresas voltadas à exportação -, o setor também sentiu os efeitos negativos do avanço maior que o esperado do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgado na semana passada, o que aumentou ainda mais a incerteza do mercado acerca da inflação brasileira.

Fonte: Infomoney

Um a cada três imóveis alugados em SP é comercial

Posted by Patrinvest | economia,infraestrutura,Locação,negócios imobiliários,o mercado imobiliário | quarta-feira 28 setembro 2011 17:36

De acordo com pesquisa da Lello, número de novos contratos de aluguel residencial comercial subiu 16% no segundo trimestre ante os primeiros três meses do ano.

Um em cada três imóveis alugados na capital paulista é comercial.

É o que aponta levantamento da Lello, empresa líder em administração imobiliária no Estado com base nos dados consolidados do segundo trimestre deste ano.

Nos meses de abril, maio e junho o número de imóveis comerciais locados pela empresa nas diferentes regiões de São Paulo representou 30% do total.

O número de novos contratos de aluguel residencial comercial subiu 16% em relação ao primeiro trimestre, e o valor médio das locações novas chegou a R$ 3.500.

Salas e conjuntos comerciais representaram 41% do total de novas locações do setor no segundo trimestre, seguidas pelas casas comerciais, com 26%, e pelos salões, com 15%. As lojas representaram 10% do total de novos contratos, galpões, 6% e terrenos, 2%.

Entre os imóveis comerciais alugados no segundo semestre, 35% foram destinados à instalação de clínicas médicas, odontológicas e de estética, 22% para escritórios de representação comercial, contabilidade e advocacia, outros 22% para lojas de rua, 8% para estabelecimentos de alimentação como lanchonetes e restaurantes, e 4% para instituições de ensino.

O levantamento apontou, ainda, que as regiões de Moema e da Mooca lideraram a procura para locação de consultórios médicos e escritórios, seguidas pelas áreas da Vila Mariana e de Santana.

“O setor de imóveis comerciais está em alta e a rentabilidade do aluguel, para quem compra unidades com este perfil para fins de locação, tende a ser maior, proporcionalmente, do que no caso dos imóveis residenciais”, diz Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis.

Fonte: Brasil Econômico

A construção civil nos passos da sustentabilidade

Posted by Patrinvest | economia,infraestrutura,negócios imobiliários | quinta-feira 15 setembro 2011 12:24

O ramo que mais emprega no Brasil também é um dos maiores produtores de resíduos e um dos mais contumazes causadores de fenômenos climáticos em metrópoles. Conheça alguns rumos e medidas que podem inverter os papéis exercidos pela construção civil no contexto ambiental.

O Brasil tem todas as ferramentas para se destacar mundialmente no ramo da construção civil. Além de ser um país imenso, com grandes áreas inexploradas comercialmente, foi palco de movimentos migratórios que formaram, com graves defeitos sociais, as metrópoles. O tardio processo de urbanização, preconizado sobretudo pela máxima de Juscelino Kubitschek de “50 anos em 5″ fez com que o ramo da construção civil se tornasse bem mais valorizado, com a criação de novas empresas, novos empregos e novas possibilidades.

Atualmente, o país conta com 3 milhões de trabalhadores nos canteiros de obras, não só de edifícios e casas, mas também em obras de saneamento básico, drenagem, calçamento e obras urbanas em geral. Esse panorama tende apenas a crescer com as oportunidades desveladas ante a proximidade da Copa do Mundo 2014 e das Olímpíadas 2016.

Um mapeamento realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) identificou 224 nichos de negócios que poderiam ser explorados pelas micro e pequenas empresas antes, durante e após a Copa do Mundo, desde alimentação industrial até saúde e segurança no trabalho, ao longo de toda a cadeia produtiva. Estima-se que o montante de recursos que deve ser movimentado em obras de infraestrutura e organização será de R$ 22,4 bilhões, podendo chegar a até R$ 112,9 bilhões com a produção em cadeia.

Por outro lado, o ramo é o campeão em acidentes de trabalho. Segundo dados do IBGE, 45% dos acidentes em locais de trabalho aconteceram em canteiros de obras em 2009, um total de 723,5 mil trabalhadores. Além disso, a construção civil carrega um fardo ambiental que não pode ser desconsiderado. Em cidades como São Paulo, cerca de 55% dos resíduos urbanos são gerados por atividades ligadas ao setor. Nas construções, cerca de 48% das madeiras utilizadas tenham como origem o desmatamento ilegal, segundo a Forest Stewardship Council Brasil (FSC).

Logo, é mais do que necessário que as empresas busquem soluções sustentáveis para que o futuro dos negócios na construção civil não seja marcado indelevelmente por agreesões ao meio ambiente e à sociedade. E medidas já estão sendo adotadas. Na última edição da Greenbuilding Brasil Conference & Expo, realizada entre 29 e 31 de agosto evento realizado na sede da Fecomercio, em São Paulo, empresários discutiram novas tendências no segmento que desagravem o passivo ambiental carregado há décadas.

Jardins suspensos

A expansão urbana provocada pelo crescimento econômico e pela explosão populacional nas grandes cidades é um fenômeno antigo e que atinge todo o planeta. Com a urbanização de grandes áreas antes cobertas por vegetação, redução de parques ecológicos e concretação das grandes metrópoles, é cada vez mais comum a ocorrência de anomalias climáticas locais. Além disso, a impermeabilização do solo com asfalto ocasiona enchentes e impede o reabastecimento dos aquíferos subterrâneos.

Uma forma criativa, bonita e eficaz de combater o impacto climático da construção civil é adaptar a própria natureza aos edifícios. Uma das empresas brasileiras especializada nesse novo ramo de arquitetura é a Ecotelhado, que desenvolve projetos de vegetação de telhados e paredes, além de sistemas de drenagem para pavimentos urbanos e residências. Se é caro? O diretor da empresa, João Manuel Linck Feijó garante que o custo-benefício é vantajoso. “O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade. Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes maior, a vantagem é grande a favor do telhado verde”, afirma.

Exemplo de jardim suspenso (edifício Matarazzo, prefeitura de SP). Fonte Panorâmio

Para Marcos Casado, gerente do Green Building Council Brasil (GBC), o país está avançando na concessão de certificados para edificações ecoeficientes. No evento, ele explicou que o Brasil ocupa o 4º lugar na concessão de certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Mas os 35 prédios que contam com o selo e os outros 330 que estão em processo de análise ainda não são suficientes para mudar a realidade climática das grandes cidades.

Mais eficiência, menos energia

As edificações trilham cada vez mais o rumo da ecoeficiência, com a construção de prédios de alta performance que otimizam o consumo de água e energia ao mesmo tempo em que dispõem de meios de captar tais recursos. “Entendemos que tão ou mais importante que construir um edifício de alta performance é garantir que essa alta performance seja uma constante no ciclo de vida do edifício, lembra Manoel Carneiro, diretor-geral da Trane, empresa especializada em climatização de ambientes.

Os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo consumo de 120 e 252 kwh por mês em uma residência comum, segundo a Eletrobras. Em um prédio comercial, onde cada apartamento tem mais de um aparelho, o cosumo de energia elétrica dispara. Carneiro lembra que 42% da energia consumida no Brasil vem de edificações; nos edifícios, os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo gasto de 60% a 75% do consumo.

Carneiro, defende que muitas vezes o uso excessivo de aparelhos de ar-condicionado é decorrente de falhas nos projetos, que não contemplam elementos sustentáveis básicos e inserem na obra uma envoltória envidraçada, sem proteções contra a insolação direta, falta de isolamento do telhado, má ventilação, dentre outras falhas. “O tempo investido na concepção de um edificação é sem sombra de dúvida um dos melhores investimentos que um empreendedor pode fazer seguido pela conceituação do sistema de ar condicionado e pelo uso de sistemas e equipamentos mais eficientes, pois 80% do custo do ciclo de vida de um edifício vem da sua operação”, lembra.

A construção civil é um dos ramos de negócios mais importantes para a consolidação da sustentabilidade na sociedade, uma vez que diz respeito às mais incisivas transformações do homem sobre a natureza. Quando essas marcas indeléveis – as construções e edifícios – assimilarem a ecoeficiência, poderemos afirmar que o desenvolvimento sustentável no Brasil caminha para a sua efetiva aplicação.Da mesma forma que o país se constituiu como um promissor mercado para a construção civil, dispõe agora de todas as possibilidades de se destacar como uma nação sustentável.

Eber Freitas

Fonte: administradores.com.br

Petrobras deve economizar R$ 10 milhões com edifícios ecoeficientes

Posted by Patrinvest | economia,infraestrutura | quarta-feira 14 setembro 2011 15:49

Em 2011, a Petrobras deverá economizar cerca de R$ 10 milhões com iniciativas do Projeto de Gestão de Energia aplicadas em prédios da estatal em todo País. Criada em 2010, a ação possibilitou a economia de R$ 3,7 milhões no ano passado, através da compra eficiente de energia (uso de energia renovável), implantação de projetos de eficiência energética e desenvolvimento de sistema de monitoramento e automação predial.

O processo funciona através da compra de energia elétrica de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), que é considerada pela legislação brasileira como energia renovável com emissão zero de gás carbônico. Atualmente, 17 prédios da Petrobras no Brasil estão com 100% do suprimento de energia renovável, e outros três migrarão para o novo modelo ainda este ano. No futuro, a meta é que a energia renovável para consumo seja gerada pela companhia.

Outras medidas vêm sendo adotadas para aumentar a eficiência energética nos prédios. Uma delas é o uso de energia solar para aquecimento de água em três edifícios no Rio de Janeiro. O sistema já é utilizado no prédio da Universidade Petrobras para aquecer até 23 mil litros de água por dia para o restaurante do edifício, gerando maior economia de gás natural. A solução também já vem sendo usada no prédio ocupado pela Petrobras e Petrobras Distribuidora no Maracanã, para aquecer a água do restaurante; e no Edifício Sede, no Centro, para aquecimento da água.


Prédio da Universidade Petrobrás

Para garantir a qualidade e eficiência do novo modelo, as instalações de energia elétrica e água dos edifícios são monitoradas por um sistema online. Outros prédios também estão sendo mapeados para implantação dos projetos de eficiência energética, levando em conta o funcionamento dos sistemas prediais: ar-condicionado, iluminação, elevadores, bombas e uso de água.

Com informações da Agência Petrobras.

Fonte: EcoDesenvolvimento.org

Iguatemi inicia oferta de até R$ 330 milhões em debêntures

Posted by hugoperoni | economia | quarta-feira 16 março 2011 13:48

A rede de shopping centers Iguatemi deu início à oferta pública de 33 mil debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor base de R$ 300 milhões, que poderão ser aumentados para R$ 330 milhões conforme a procura.

O prazo das debêntures, que fazem parte da segunda emissão do Iguatemi, é de cinco anos, com vencimento em março de 2016. Os papéis pagarão a variação acumulada do Depósito Interfinanceiro (DI) acrescida de 1,35% ao ano.

De acordo com a empresa, os recursos obtidos com a emissão serão mantidos, inicialmente, em caixa e aplicações financeiras. Em seguida, serão utilizados em oportunidades de negócios, que podem incluir a aquisição de participação em shopping centers e imóveis.

Os bancos Itaú BBA e BTG Pactual coordenam a emissão sob o regime de garantia firme de colocação.

Fonte: Valor Econômico

Os erros mais comuns de quem investe em imóveis

Posted by hugoperoni | Sem categoria | quinta-feira 3 março 2011 19:41

O investimento em imóveis é cultural no Brasil, mas isso não significa que as pessoas não estejam sujeitas a cometer alguns erros na hora de aderir à modalidade.

De acordo com o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, um dos erros dos investidores de imóveis é ter uma avaliação distorcida quanto ao retorno que a aplicação pode proporcionar.

“Se quero comprar um imóvel para revender, tenho de entender de liquidez, qual o tempo de demora de venda, quanto tempo o dinheiro deve ficar aplicado, qual o montante que estará aplicado e qual o retorno”, afirmou. Ele completou: “Porque, se eu vou comprar para obter lucro, tenho de comprar abaixo do valor do mercado para, no mínimo, vender no valor do mercado”. Esse tipo de negócio, segundo Viana, se consegue quando se encontra alguém querendo vender o imóvel com urgência, seja para mudar de cidade, para empreender etc.

“Quem compra pensando em vender em um preço acima do mercado não vai conseguir. Só pela facilidade que a internet traz, tem muita informação, então todo mundo sabe o preço”, completou, justificando a estratégia de comprar barato.

Locação

Um erro na compra de um imóvel para locação é não ficar atento às características da unidade. De acordo com Viana, de nada adianta um imóvel grande próximo ao metrô, por exemplo, onde têm muitos jovens e solteiros querendo locar, e não famílias grandes.

“Tem de investir no perfil certo: um apartamento que seja na proximidade do metrô não pode ter mais de dois dormitórios, porque há mais clientes neste local para este tipo de imóvel”, afirmou o presidente do Creci-SP. Na locação, segundo ele, outro erro é tratar diretamente do contrato com o inquilino e acabar misturando amizade com negócios. “Porque, se o inquilino passa por aperto, ele faz apelo emocional. Já quando deixa em uma imobiliária, é uma vacina contra esse apelo emocional”.

Documentação

Com o avanço da informática ficou mais fácil falsificar alguns documentos, inclusive os relacionados a um imóvel. Um dos erros que os investidores podem cometer é não ficar atento a isso e acabar sendo alvo de um golpe.

Um dos documentos necessários é a certidão de ônus reais do imóvel, emitida pelo cartório de registro de imóveis e que informa se há alguma restrição à fruição de propriedade de um imóvel. Tal certidão declara, por exemplo, se o imóvel está hipotecado ou penhorado.

Viana indica ainda que a pessoa peça documentos como a certidão de casamento dos proprietários, para ver o regime de bens e se a venda é permitida; a certidão de nascimento, porque se a pessoa está interditada judicialmente, aparece neste documento; a certidão de débitos municipais do imóvel, para analisar o pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano); e a certidão do condomínio, para saber se o pagamento desta conta está em dia.

Fora isso, um erro dos investidores é permitir que o antigo proprietário do imóvel informe um valor menor na hora de declarar a venda, com o intuito de pagar menos Imposto de Renda. Isso porque, quando o investidor for vender a propriedade, também terá de fazer a mesma declaração e pode ter de arcar com mais imposto por conta disso.

Mas o erro mais perigoso, segundo Viana, é a pessoa fazer contratos de gaveta, ou aderir aos documentos informais. “A pessoa compra e não quer pagar uma escritura porque fica muito caro. Aí, ela faz um instrumento particular para, quando vender, passar direto do vendedor anterior para o comprador. Isso é perigoso. Porque, se de repente o antigo proprietário morre, o imóvel entra no inventário dele. Esses contratos de gaveta são perigosíssimos e ensejam a sonegação fiscal”.

O lado emocional

De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, quem está comprando um imóvel como forma de investimento tem de tomar cuidado com o lado emocional.

Isso porque, como os imóveis hoje estão em destaque, por conta da valorização que apresentaram nos últimos anos, muitos acreditam que é possível ganhar dinheiro com eles de qualquer jeito, o que não é verdade. “Na hora de fechar, de escolher, tem de ver a localização”, argumentou.

Ele completou: “Tem de escolher um imóvel que não seja no primeiro andar, tem de ser um imóvel menor, que o prédio não seja velho, que não precise de manutenção, porque eles têm mais liquidez”.

Schneider recomenda a quem for vender que opte uma boa orientação, principalmente por conta da documentação.

Fonte: InfoMoney

Nokia transfere de Miami para São Paulo a sede de suas operações na América Latina

Posted by hugoperoni | Sem categoria | quinta-feira 24 fevereiro 2011 17:29

O Brasil celebra a boa fase. São Paulo substitui Miami como a sede das operações da Nokia na América Latina. O anúncio, feito por executivos da companhia nesta quinta-feira, 24/02, tem entre os motivadores o fato de o Brasil ser o maior mercado da Nokia na região. “Somos o maior país da região e estamos sendo reconhecidos por isso”, celebra Almir Luiz Narcizo, presidente da Nokia Brasil.

De malas prontas para o Brasil – o executivo aguarda apenas a solução de questões burocráticas –, Olivier Puech, presidente da Nokia para a América Latina, que até então residia em Miami, afirma que a decisão de mudar a sede da região para o Brasil também se deve à estratégia da companhia de estar mais próximo do consumidor. Além disso, fica também mais perto dos demais mercados da Nokia na região. “Os consumidores brasileiros já são há tempos o benchmark para as decisões da empresa relacionadas a perfil de usuário”, revela Puech.

Outro fator de contribuição para a mudança é o bom momento político e econômico vivido pelo país e a proximidade com grandes clientes. “Sendo o maior mercado da região, coordenar os negócios da América Latina a parir do Brasil foi uma tendência natural”, afirmou o executivo.

Sem revelar números, Narcizo disse que a Nokia fará investimentos no país e que a mudança irá gerar novos empregos na subsidiária brasileira – atualmente a Nokia do Brasil tem cerca de 2 mil funcionários e está entre as dez subsidiárias com maior faturamento da Nokia no mundo.

“A mudança animou muito os funcionários brasileiros no sentido que representa ótimas oportunidades de evolução em suas carreiras”, observou o presidente da Nokia Brasil. “Eles agora podem almejar cargos em nível de América Latina sem precisar para isso deixar o Brasil. Inclusive, alguns profissionais já foram promovidos por conta da reestruturação”, revelou.

Em Miami, onde a empresa mantém atualmente 70 profissionais, os executivos não revelaram se haverá cortes.Puech afirmou que a mudança da sede latino-americana não implicará mudanças na fábrica da companhia em Manaus. A Nokia está instalada no Brasil desde 1997, quando abriu sua planta industrial, em Manaus.

A fábrica já se tornou um dos pólos tecnológicos da empresa no mundo, com a fabricação de modelos premium da Nokia, como o Nokia N8. É lá também que está sediado o Instituto Nokia de Tecnologia, importante braço de pesquisa e desenvolvimento, com contribuições para o mercado brasileiro e mundial.

Fonte: Convergência Digital

2010, o ano dos fundos imobiliários

Posted by hugoperoni | economia | quinta-feira 6 janeiro 2011 11:42

O ano de 2010 chegou ao fim como o melhor da história para o segmento de fundos imobiliários, aponta levantamento com base em dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No período, as ofertas registradas e com dispensa de registro atingiram cerca de R$ 9,8 bilhões. O volume representa expansão de 185% em relação aos R$ 3,44 bilhões de 2009, que já tinha sido um período excepcional para o setor. Para 2011, a expectativa segue positiva, com R$ 2,8 bilhões em ofertas no forno e uma economia ainda aquecida.

“No ano passado, o grande destaque do setor foi o volume de ofertas”, afirma Sérgio Belleza Filho, sócio da consultoria Fundo Imobiliário. E isso só foi possível graças à estreia de participantes de peso no mercado. Entre eles, destaque para grandes bancos do varejo como Bradesco, Banco do Brasile Itaú, instituições de nicho como Votorantim, BTG Pactuale Fator, os estrangeiros Citibanke Morgan Stanley, além de assets independentes.

O grande protagonista desse boom de ofertas foi sem dúvida o BTG Pactual, que chegou com R$ 5 bilhões em fundos para todos os gostos, das tradicionais carteiras de renda às de desenvolvimento imobiliário, passando por recebíveis. A grande maioria dos fundos já recebeu o aval da CVM e está em fase de captação. Contudo, o sucesso das operações – dado o grande volume a ser captado – só será conhecido ao longo do primeiro semestre deste ano.

Em 2010, o setor já experimentou alguns tropeços. O primeiro deles envolveu a oferta do TRX Realty Logística Renda I, liderada pelo Morgan Stanley. A expectativa inicial era levantar R$ 200 milhões, mas a oferta acabou atraindo pouco mais de R$ 89 milhões. A carteira, com foco na exploração de armazéns logísticos, tem rentabilidade-alvo de 9,5% ao ano sobre o valor da cota, corrigido anualmente pela inflação.

Já a oferta do fundo Bracor Renda I, liderada pelo BTG Pactual, acabou sendo cancelada. A operação, para sair do papel, tinha de ser colocada integralmente, ou seja, era preciso captar R$ 262 milhões. No mercado, a especulação era de que, na coleta de intenções, esse volume não foi atingido, levando ao cancelamento. Os recursos seriam destinados à aquisição de sete sociedades de propósito específico (SPEs), proprietárias de imóveis alugados para companhias como Atento, IBM, TNL Contax, entre outras.

Apesar do portfólio de qualidade, o investidor não teria ficado satisfeito com a rentabilidade-alvo da carteira, de 8,90% sobre o preço das cotas, corrigido anualmente pelo IGP-M. Além disso, o regulamento do fundo previa o pagamento de valor adicional ao vendedor das SPEs ao fundo, no caso a Bracor, na hipótese de alienação de qualquer imóvel com lucro, conforme contrato de compra e venda.

Com a forte valorização dos preços de imóveis, fica a pergunta se os empreendimentos que estão sendo comprados pelos fundos não estariam caros. E se isso não seria a resposta para a rentabilidade pouco atraente aos olhos do investidor de algumas ofertas. Quanto mais alto o valor do imóvel e, consequentemente, da cota, menor o percentual de rendimento a ser distribuído a título de receita de aluguel. Na visão de Belleza, da Fundo Imobiliário, é desejável que o aluguel seja equivalente a pelo menos 0,75% do valor do imóvel.

Os especialistas acreditam que o apetite para fundos imobiliários segue firme, contudo o investidor estaria mais seletivo. “Depois de um boom, o mercado naturalmente tende a ser mais seletivo”, afirma o diretor da Brazilian Capital, Rossano Nonino. Um caso recente que mostra que a demanda continua forte foi a oferta secundária do fundo Brazilian Capital Real Estate Fund I , diga-se de passagem, a maior do ano com a participação do varejo. A operação atraiu 1.342 investidores pessoas físicas, que levaram 47,32% dos R$ 367 milhões vendidos em leilão realizado na bolsa no dia 16 de dezembro.

Segundo um executivo do setor que pediu para não ser citado em função do período de silêncio para participantes de ofertas públicas, o investidor deve ficar atento à experiência das instituições envolvidas na oferta, do administrador ao gestor imobiliário, à estrutura da operação e à política de investimentos. “A aplicação em fundo imobiliário é interessante, mas nem tudo é bom”, diz. Na visão dele, o principal risco hoje está nos fundos de incorporação, que investem em projetos em desenvolvimento. Nesse segmento, estar cercado de bons profissionais é ainda mais importante, a fim de mitigar o risco de execução. “Mas esse é um risco do negócio imobiliário”, acrescenta.

Já a valorização dos imóveis, na visão desse executivo, não é um risco excessivo. “Salvo em situações pontuais, não acredito que os ativos estejam superavaliados”, diz. Segundo ele, a principal razão para acreditar que não há bolha é o baixo endividamento no mercado imobiliário. Belleza também não vê risco de bolha, a não ser que haja um desaquecimento forte da economia.

Em 2010, o setor de fundos imobiliários finalmente colheu os frutos de uma série de transformações realizadas nos últimos dois anos. O principal avanço foi a revisão das regras publicada no fim de 2008, a primeira desde a origem do setor, em 1994. Só que a legislação precisava de um novo ajuste – que veio no ano passado -, para estender a isenção de imposto de renda válida para pessoas físicas que investem em fundos imobiliários e títulos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) a carteiras que compram cotas de outros fundos ou papéis que têm vantagens fiscais.

“A nova instrução deixou o segmento mais adaptado à realidade de mercado”, diz o executivo que pediu para não ser identificado. Ele cita, por exemplo, o fato de a legislação ter liberado o fundo imobiliário para captar recursos primeiro e só depois fazer o investimento, num sinal de amadurecimento da aplicação. Com essa flexibilização, abriu-se a possibilidade de criar estruturas para investir em mais de um empreendimento, com foco em segmentos específicos, em títulos de renda fixa de base imobiliária ou até para ganhar com a incorporação dos imóveis.

Do lado do investidor, a taxa de juros, apesar do movimento de alta ao longo do ano, manteve-se em níveis historicamente baixos para os padrões brasileiros, alimentando a busca pelo fundo imobiliário como uma alternativa mais rentável. Levantamento da consultoria Fundo Imobiliário com 25 carteiras listadas na bolsa mostra rentabilidade média do setor de 19,26% em 2010 até novembro. O cálculo, que utiliza o método da taxa interna de retorno (TIR), leva em conta a variação do valor da cota e a distribuição mensal da receita com aluguel. O único fundo com prejuízo foi o ABC Plaza Shopping (-7,37%), mas vale destacar que esse fundo foi o campeão de rentabilidade em 2009, com ganho superior a 70%.

Até mesmo a liquidez melhorou ao longo do ano. Segundo o estudo, a média de negociação de cotas de fundos imobiliários passou de 40 negócios por mês no início do ano para próximo de 100 em novembro.

Fonte: Valor Econômico

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