Os erros mais comuns de quem investe em imóveis

Posted by hugoperoni | Sem categoria | quinta-feira 3 março 2011 19:41

O investimento em imóveis é cultural no Brasil, mas isso não significa que as pessoas não estejam sujeitas a cometer alguns erros na hora de aderir à modalidade.

De acordo com o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, um dos erros dos investidores de imóveis é ter uma avaliação distorcida quanto ao retorno que a aplicação pode proporcionar.

“Se quero comprar um imóvel para revender, tenho de entender de liquidez, qual o tempo de demora de venda, quanto tempo o dinheiro deve ficar aplicado, qual o montante que estará aplicado e qual o retorno”, afirmou. Ele completou: “Porque, se eu vou comprar para obter lucro, tenho de comprar abaixo do valor do mercado para, no mínimo, vender no valor do mercado”. Esse tipo de negócio, segundo Viana, se consegue quando se encontra alguém querendo vender o imóvel com urgência, seja para mudar de cidade, para empreender etc.

“Quem compra pensando em vender em um preço acima do mercado não vai conseguir. Só pela facilidade que a internet traz, tem muita informação, então todo mundo sabe o preço”, completou, justificando a estratégia de comprar barato.

Locação

Um erro na compra de um imóvel para locação é não ficar atento às características da unidade. De acordo com Viana, de nada adianta um imóvel grande próximo ao metrô, por exemplo, onde têm muitos jovens e solteiros querendo locar, e não famílias grandes.

“Tem de investir no perfil certo: um apartamento que seja na proximidade do metrô não pode ter mais de dois dormitórios, porque há mais clientes neste local para este tipo de imóvel”, afirmou o presidente do Creci-SP. Na locação, segundo ele, outro erro é tratar diretamente do contrato com o inquilino e acabar misturando amizade com negócios. “Porque, se o inquilino passa por aperto, ele faz apelo emocional. Já quando deixa em uma imobiliária, é uma vacina contra esse apelo emocional”.

Documentação

Com o avanço da informática ficou mais fácil falsificar alguns documentos, inclusive os relacionados a um imóvel. Um dos erros que os investidores podem cometer é não ficar atento a isso e acabar sendo alvo de um golpe.

Um dos documentos necessários é a certidão de ônus reais do imóvel, emitida pelo cartório de registro de imóveis e que informa se há alguma restrição à fruição de propriedade de um imóvel. Tal certidão declara, por exemplo, se o imóvel está hipotecado ou penhorado.

Viana indica ainda que a pessoa peça documentos como a certidão de casamento dos proprietários, para ver o regime de bens e se a venda é permitida; a certidão de nascimento, porque se a pessoa está interditada judicialmente, aparece neste documento; a certidão de débitos municipais do imóvel, para analisar o pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano); e a certidão do condomínio, para saber se o pagamento desta conta está em dia.

Fora isso, um erro dos investidores é permitir que o antigo proprietário do imóvel informe um valor menor na hora de declarar a venda, com o intuito de pagar menos Imposto de Renda. Isso porque, quando o investidor for vender a propriedade, também terá de fazer a mesma declaração e pode ter de arcar com mais imposto por conta disso.

Mas o erro mais perigoso, segundo Viana, é a pessoa fazer contratos de gaveta, ou aderir aos documentos informais. “A pessoa compra e não quer pagar uma escritura porque fica muito caro. Aí, ela faz um instrumento particular para, quando vender, passar direto do vendedor anterior para o comprador. Isso é perigoso. Porque, se de repente o antigo proprietário morre, o imóvel entra no inventário dele. Esses contratos de gaveta são perigosíssimos e ensejam a sonegação fiscal”.

O lado emocional

De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, quem está comprando um imóvel como forma de investimento tem de tomar cuidado com o lado emocional.

Isso porque, como os imóveis hoje estão em destaque, por conta da valorização que apresentaram nos últimos anos, muitos acreditam que é possível ganhar dinheiro com eles de qualquer jeito, o que não é verdade. “Na hora de fechar, de escolher, tem de ver a localização”, argumentou.

Ele completou: “Tem de escolher um imóvel que não seja no primeiro andar, tem de ser um imóvel menor, que o prédio não seja velho, que não precise de manutenção, porque eles têm mais liquidez”.

Schneider recomenda a quem for vender que opte uma boa orientação, principalmente por conta da documentação.

Fonte: InfoMoney

Nokia transfere de Miami para São Paulo a sede de suas operações na América Latina

Posted by hugoperoni | Sem categoria | quinta-feira 24 fevereiro 2011 17:29

O Brasil celebra a boa fase. São Paulo substitui Miami como a sede das operações da Nokia na América Latina. O anúncio, feito por executivos da companhia nesta quinta-feira, 24/02, tem entre os motivadores o fato de o Brasil ser o maior mercado da Nokia na região. “Somos o maior país da região e estamos sendo reconhecidos por isso”, celebra Almir Luiz Narcizo, presidente da Nokia Brasil.

De malas prontas para o Brasil – o executivo aguarda apenas a solução de questões burocráticas –, Olivier Puech, presidente da Nokia para a América Latina, que até então residia em Miami, afirma que a decisão de mudar a sede da região para o Brasil também se deve à estratégia da companhia de estar mais próximo do consumidor. Além disso, fica também mais perto dos demais mercados da Nokia na região. “Os consumidores brasileiros já são há tempos o benchmark para as decisões da empresa relacionadas a perfil de usuário”, revela Puech.

Outro fator de contribuição para a mudança é o bom momento político e econômico vivido pelo país e a proximidade com grandes clientes. “Sendo o maior mercado da região, coordenar os negócios da América Latina a parir do Brasil foi uma tendência natural”, afirmou o executivo.

Sem revelar números, Narcizo disse que a Nokia fará investimentos no país e que a mudança irá gerar novos empregos na subsidiária brasileira – atualmente a Nokia do Brasil tem cerca de 2 mil funcionários e está entre as dez subsidiárias com maior faturamento da Nokia no mundo.

“A mudança animou muito os funcionários brasileiros no sentido que representa ótimas oportunidades de evolução em suas carreiras”, observou o presidente da Nokia Brasil. “Eles agora podem almejar cargos em nível de América Latina sem precisar para isso deixar o Brasil. Inclusive, alguns profissionais já foram promovidos por conta da reestruturação”, revelou.

Em Miami, onde a empresa mantém atualmente 70 profissionais, os executivos não revelaram se haverá cortes.Puech afirmou que a mudança da sede latino-americana não implicará mudanças na fábrica da companhia em Manaus. A Nokia está instalada no Brasil desde 1997, quando abriu sua planta industrial, em Manaus.

A fábrica já se tornou um dos pólos tecnológicos da empresa no mundo, com a fabricação de modelos premium da Nokia, como o Nokia N8. É lá também que está sediado o Instituto Nokia de Tecnologia, importante braço de pesquisa e desenvolvimento, com contribuições para o mercado brasileiro e mundial.

Fonte: Convergência Digital

Minha Casa financiará imóveis comerciais

Posted by hugoperoni | Sem categoria | sexta-feira 3 dezembro 2010 17:58

O Ministério das Cidades explicou que a medida provisória publicada ontem sobre o Programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida) também abriu a possibilidade de construção de áreas comerciais nos condomínios.

Essa foi à saída encontrada para financiar custos, por exemplo, da instalação de elevadores em alguns empreendimentos. Como o governo considera a possibilidade de instalar elevadores nos edifícios para utilizar melhor os terrenos, principalmente nos grandes centros urbanos – onde o preço do metro quadrado é bastante elevado – o dinheiro recebido com o aluguel seria usado para bancar essas despesas adicionais.

Na avaliação da secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, se não for pensado em algo nessa linha, as famílias de baixa renda acabam abandonando o local devido aos custos elevados de manutenção. “As famílias que recebem dois salários-mínimos, por exemplo, não conseguem pagar prestação e condomínio”, explicou Inês.

Como também serão utilizados prédios abandonados nas grandes cidades para atender o público do MCMV, existe a previsão de criar áreas comerciais nesses prédios. O objetivo também é cobrir o custo de condomínio com o valor do aluguel arrecadado.

Mesmo com os ajustes no programa habitacional, um ponto ficou pendente e deve ser regulamentado depois. O governo estuda uma maneira de reajustar as faixas dos beneficiários, sem pressionar os preços dos imóveis no País. Esse ponto ficou em aberto.

Existe um entendimento de que o reajuste das faixas não pode ser vinculado ao aumento do salário-mínimo. Essa é uma maneira de focar a política habitacional entre o público de menor de renda do País.

Pelas regras atuais do programa, apenas as famílias com renda de até R$ 4.650 podem ser contempladas pelo MCMV. Se fosse considerado o mínimo que está em vigor, esse valor subiria para R$ 5.100. Na primeira etapa do programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu com a construção de 1 milhão de casas populares.

Fonte: Agência Estado

Sustentabilidade em debate no Cityscape Latin America

Posted by hugoperoni | Sem categoria | quarta-feira 17 novembro 2010 16:36

Conferência será realizada no Amcham Business Center, de terça-feira, 23/11, a quinta-feira, 25/11 A sustentabilidade na construção civil. Esse é um dos assuntos em destaque no Cityscape Latin America, evento apoiado pelo Secovi-SP que se estende de terça-feira, 23/11, a quinta-feira, 25/11, das 8h30 às 18 horas, no Amcham Business Center (Rua da Paz, 1.431 – Capital).

O painel sobre o tema, que discutirá até que ponto é possível aliar responsabilidade socioambiental e retorno financeiro no mercado imobiliário, contará com a participação de Hamilton de França Leite, diretor da vice-presidência de Sustentabilidade do Secovi-SP.

A conferência abordará questões relativas a investimentos, funding, securitização, tendências e alternativas para investidores nacionais e internacionais no mercado imobiliário. Romeu Chap Chap, que lidera o conselho consultivo do Sindicato, será o presidente de mesa do primeiro dia.

A programação completa do evento está disponível no site www.cityscapelatinamerica.com.br. Informações e inscrições pelo telefone (11) 3017-6808 ou e-mail imprensa@informagroup.com.br.

Fonte: Secovi

Setor de imóveis em SP prevê nova disparada

Posted by hugoperoni | Sem categoria | quarta-feira 10 novembro 2010 17:33

Apesar de faltarem menos de dois meses para o fim do ano, o mercado imobiliário residencial da cidade de São Paulo, que viu variações nas vendas durante o ano de 2010, projeta uma retomada forte e crescimento nestes últimos dias do ano, além de apostar em bons resultados também para 2011. Uma das expectativas do setor no Estado de São Paulo é que o novo governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, reforce os investimentos feitos no programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” – iniciado no governo de Lula e centrado na construção de moradias populares para diminuir o déficit habitacional do Brasil.

Entre cidades do interior paulista que apostam na expansão do programa do governo federal, está Jacareí, localizada a 80 quilômetros da capital paulista e que ganhou um reforço de R$ 33 milhões em investimentos para a construção de mais 535 unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida”, sendo os imóveis destinados a famílias com faixa de renda de zero a 3 salários mínimos. Com isso, a cidade reúne 1.836 unidades habitacionais feitas pelo programa, com um investimento total de R$ 112 milhões.

Para as empresas do setor, o programa está contribuindo para a expansão dos negócios. Um exemplo é a Direcional Engenharia, que atua na cidade de Campinas e que divulgou recentemente um aumento de 51,3% do lucro líquido do terceiro trimestre, ante igual período de 2009 e que chegou a R$ 43,9 milhões. Nos meses de julho a setembro, 98,7% das unidades lançadas pela empresa em todo o País eram destinadas ao programa habitacional feito pelo governo federal.

O programa habitacional do governo federal deve manter o mercado imobiliário aquecido ainda por muitos anos. De acordo com Fábio Romano, diretor de Incorporações da Yuny Incorporadora, a expectativa é que o programa ainda dure muito tempo. “O déficit habitacional no Brasil é muito grande. O Minha Casa, Minha Vida foi feito para durar muitos anos. É uma medida que vai sempre perdurar, já que existe muita demanda para a construção de residências no País”, explica o executivo.

Capital Apesar de uma queda expressiva das vendas de imóveis novos em São Paulo no mês de agosto, quando as vendas foram 48,5% inferiores ao registrado no mês de julho, de acordo com pesquisa do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o setor imobiliário da capital não acredita em um impacto negativo para 2010, e confia que uma retomada do crescimento acontecerá nos meses que encerram o ano de 2010.

Responsável pelo estudo, o sindicato afirma que essas variações são normais e que mudanças significativas já foram observadas em outros momentos deste mesmo ano. Em comparação a janeiro, o mês de fevereiro, por exemplo, teve um crescimento de 89,5%, chegando a 2.858 unidades. No mês seguinte, março, as vendas atingiram 4.095 moradias, seguidas de uma queda de 21% no mês de abril. Em julho, as vendas de imóveis novos caíram 5,4% em relação a junho.

Segundo o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, essas variações não mostram uma tendência do mercado, mas algumas questões pontuais referentes aos meses em estudo. “Quem faz pesquisa mensal vê essas distorções que podem acontecer no mês a mês. O mercado está vendendo muito bem, e as vendas sobre oferta (VSO) estão maiores do que as do período de janeiro a agosto do ano passado”, explica.

De acordo com Petrucci, o mercado imobiliário residencial da cidade de São Paulo recebeu menos lançamentos em julho do que em agosto, mas a situação deve mudar nos próximos meses. “Fizemos sondagens com empresas para ver se isso seria revertido, e parece que sim. Parece que foi pontual”, explica, reforçando o sentimento de que a queda não indica uma tendência de desaquecimento do mercado.

Fábio Romano, da Yuny Incorporações, segue o pensamento do Secovi e afirma que a baixa registrada em agosto é apenas pontual e que mesmo assim o mercado segue em alta. “Este ano já foram lançados muito produtos, e tudo que é lançado está sendo vendido”, afirma.

A diretora de Relacionamento da Brev Soluções Imobiliárias, Cássia Castro, afirma que a venda segue em alta e o mercado ainda está aquecido. “Percebemos que a procura por imóveis está aumentando. Muitas pessoas estão conseguindo linha de crédito, têm dinheiro extra e uma condição financeira que favorece quem quer investir em imóveis”, explica ela.

Em relação ao mau desempenho registrado em agosto, Cássia aponta questões burocráticas para a queda expressiva registrada pelo Secovi. “Para aprovar um projeto em São Paulo é necessário um período de 6 a 8 meses. O incorporador compra o terreno e tem de esperar esse tempo para receber a aprovação da prefeitura. O que pode ter acontecido é que agosto se encontrou nesse timing entre a compra e a aprovação do projeto”, afirma. De acordo com a executiva, a compra de terrenos está em alta e a expectativa é de que continue a crescer em 2010, e o mercado deve seguir aquecido nos próximos anos.

De acordo com Alexandre Cardoso, presidente da Apoena Imóveis, a cidade de São Paulo enfrenta diversos problemas que podem prejudicar o desempenho do mercado imobiliário. “É difícil encontrar terrenos. Além disso, o Plano Diretor tem muitos erros. Isso faz as pessoas buscarem cidades próximas a São Paulo”, explica. O executivo reforça o sentimento positivo registrado pelo setor. “Mesmo assim, o mercado está muito bom e deve continuar aquecido por pelo menos mais cinco anos”, finaliza.

A construtora Cyrella, que recentemente divulgou dados relacionados ao terceiro trimestre do ano, quando registrou queda de 34,4% das vendas na comparação com as de igual período de 2009, também demonstra que o mau desempenho é apenas uma questão pontual.

Fonte: DCI

Construção civil avança e desponta na Bolsa

Posted by hugoperoni | Sem categoria | segunda-feira 8 novembro 2010 13:13

O setor de construção civil voltou a chamar a atenção dos investidores este ano com um dos melhores desempenhos da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os papéis do setor valorizaram-se mais de 20% de janeiro ao fim de outubro, três vezes mais que o Ibovespa no período, índice que serve de termômetro do mercado, revela reportagem de Bruno Villas Boas, publicada pelo GLOBO nesta segunda-feira. Os analistas, por sua vez, garantem que o setor tem fôlego para novos ganhos nos próximos meses, embora alertem para riscos de gargalos de mão de obra e a forte volatilidade dos papéis.

De 15 carteiras de ações recomendadas por corretoras para novembro, os papéis do setor aparecem em 14 delas. O destaque fica para a PDG Realty, preferida em seis carteiras. Na sequência surgem Brookfield (quatro recomendações), Gafisa e Eztec (três em ambas).

Segundo analistas, as empresas de construção seguem com bom potencial de crescimento na Bolsa graças ao aumento do emprego formal (o que dá aos trabalhadores acesso a crédito), elevação da massa salarial e demanda ainda aquecida. Eles lembram que o crédito habitacional responde por apenas 4% do PIB brasileiro. Essa relação seria acima de 10% em países como México e Chile, por exemplo.

- O crédito imobiliário vai aumentar e ainda existe muito espaço para crescimento desse mercado a médio e longo prazos. Os papéis já cresceram e vão crescer mais – afirma Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Corretora.

Os papéis da construção representam 9% da carteira teórica do Ibovespa, com seis ações listadas. E, por isso, tornaram-se uma presença quase obrigatória nas carteiras das corretoras, embora tenham uma volatilidade acima da média na Bovespa.

Segundo Bandeira, essa volatilidade estaria ligada às dificuldades de investidores de acompanhar o mercado. Por isso, ele recomenda que o investidor evite ter uma participação grande do setor na carteira de investimentos:

- É um setor relativamente novo na Bolsa e de análise complexa. Quando incorporadoras compram terrenos e lançam imóveis, o caixa vai para o negativo. Quando entregam as chaves, volta ao positivo. É preciso saber separar o que é momento e o que é problema.

Fonte: O Globo

Investindo em imóveis

Posted by hugoperoni | Sem categoria | sexta-feira 5 novembro 2010 11:24

Com o mercado imobiliário batendo recorde atrás de recorde é natural que muitos passem a encará-lo como alternativa de investimento aos títulos públicos e demais aplicações de renda fixa.


foto: blog souzaafonso

Aliás, fica aqui o meu registro: tenho pouca certeza e muitas dúvidas sobre quem causa o quê: o aquecimento do mercado é que atrai novos investidores ou são os novos investidores que aquecem o mercado? Independentemente da resposta – talvez seja um pouquinho de cada! – achei interessante uma coluna abordando o tema e, no caso, quando falo de investidor, refiro-me ao indivíduo que adquire imóveis com objetivos distintos dos de quem compra para ter a casa própria (usualmente viver da renda do aluguel).

1. ALUGUEL: Parte do ganho associado ao imóvel provém do aluguel e, no atual mercado carioca, recebe-se em média 0,39% ao mês antes do pagamento dos impostos. Com a cabeça de investidor, certamente você, meu querido leitor, irá preferir imóveis menores, mesmo que saiba que não irá residir neles: os sala-equarto rendem 0,46% mensais contra 0,33% dos sala-e-quatroquartos, sem contar que, por serem mais baratos, são mais fáceis de vender ou alugar (enquanto não se aluga, condomínio, IPTU e demais despesas correm por conta do proprietário).

2. VALORIZAÇÃO: A outra parte do ganho nos imóveis provém da sua valorização e, apesar da expressiva alta verificada nos dois últimos anos, quando consideramos o período correspondente à Era Lula (início em janeiro de 2003), concluímos que outros investimentos também foram muito atrativos: na média, os imóveis valorizaram-se 139% no período, acima da inflação (IGP-M de 61,11%) ou da poupança (86,17%), mas ainda abaixo do CDI (189,58%), do Ibovespa (516,16%) e das vedetes Vale (PNA, 629,65%) e Petrobras (PN, 734,56%). Mas também houve as vedetes imobiliárias: os sala-e-quatro-quartos em Ipanema ou Leblon com valorizações de 331,67% e 270,19%, respectivamente, sem contar as receitas do aluguel, que tal? Saber quais serão as apostas certas no futuro é difícil prever, e acredito que os especialistas na área imobiliária poderão evitar decisões baseadas apenas no acaso.

3. DIVERSIFICAÇÃO: No caso imobiliário e pensando no aluguel, não colocar todos os ovos em uma só cesta significará preferir ter cinco imóveis mais baratos – R$ 100 mil por exemplo – do que apenas um no valor de R$ 500 mil, pois a chance de todos os cinco inquilinos os desalugarem simultaneamente é menor do que o inquilino do imóvel mais caro fazê-lo, não é mesmo? Infelizmente, tendo em vista o elevado preço de cada unidade, poucos terão recursos suficientes para adquirir vários imóveis e, assim, usufruírem dos benefícios da diversificação, em que a perda de um lado pode ser compensada com o ganho do outro.

Fonte: O Globo – Roberto Zentgraf

Expansão da construção civil eleva a arrecadação em 22%

Posted by hugoperoni | Sem categoria | sexta-feira 29 outubro 2010 13:08

O bom desempenho do setor de construção civil no Brasil não tem rendido dividendos somente para os acionistas das empresas que atuam nesse ramo. De acordo com dados recentes da Receita Federal, a arrecadação de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IPRJ) com a construção de edifícios aumentou 22,39%, em valores reais (atualizado pelo IPCA), entre janeiro e setembro de 2010, na comparação com o mesmo período de 2009, ao passar de R$ 1,981 bilhão para R$ 2,425 bilhões. O recolhimento tributário deste tipo de obra corresponde a 27,25% do total de IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) arrecadado.

Foto: Hugoperoni

Eduardo Zaidan, diretor do departamento de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), afirma que o setor acompanha o crescimento econômico. “Se o PIB [Produto Interno Bruto] nacional está alto, o PIB da construção civil está maior ainda. Esperamos crescer mais de 10% este ano, enquanto a expectativa para a expansão econômica gira em torno de 6,8% a 7%. Além disso, o setor deve empregar 3 milhões de pessoas com carteira assinada. Se não terminar assim, no primeiro trimestre de 2011 deve chegar a esse patamar”, avalia.

Dentre os impostos que mais contribuíram para o resultado de janeiro a setembro – cuja arrecadação cresceu 12,39% em valores reais e 17,69% em valores nominais ante o mesmo mês de 2009 – está também PIS e Cofins, além do IRPJ e CSLL. No caso dos dois primeiros impostos, a arrecadação da construção de edifícios (único item que é específico à construção civil no relatório do fisco) não teve uma participação significativa e por isso não foi apresentado na recente apuração da Receita. No entanto, com relação a setembro, o recolhimento de Cofins/PIS-Pasep teve alta de 39,39%, frente a igual período do ano passado, ao passar de R$ 246 milhões para R$ 343 milhões.

Em setembro, a arrecadação somou R$ 63,419 bilhões e bateu recorde para o mês. Por outro lado, Zaidan comenta que, como a construção civil responde por 45% dos investimentos feitos em todo o Brasil, ela depende da continuidade do crescimento. Desta forma, a carga tributária prejudica muito o setor. “Não adianta dar incentivos fiscais específicos para cada área da construção civil.

É preciso que a carga tributária diminua para pelo menos 25% do PIB, o que geraria mais renda para famílias, indústria e comércio, que poderiam investir mais”, disse. Por exemplo, segundo ele, com mais renda, gerada pela menor quantidade de impostos a pagar, e com maior disponibilidade para investimentos uma indústria pode ampliar sua fábrica, o que beneficiara a construção civil.

Desempenho

O desempenho da arrecadação das receitas administradas pela Receita entre janeiro a setembro de 2010, em relação a igual período de 2009, ocorreu, segundo o fisco, fundamentalmente, da recuperação dos principais indicadores macroeconômicos que influenciam a arrecadação. De acordo com índices divulgados pelo IBGE, o principal desempenho foi da produção industrial, seguido pela venda de bens e pela massa salarial.

No caso de construção civil, a Receita – com base em números recentes divulgados pelo IBGE – aponta o comércio de material de construção (16,4%) como um dos que mais contribuíram para o crescimento de 12,39% no volume geral de vendas no acumulado de dezembro de 2009 a agosto de 2010 em relação ao período de dezembro de 2008 a agosto de 2009. O primeiro setor que apontou destaque neste item foi a venda de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com 24,8% do volume geral.

Parte do desempenho das vendas na construção civil pode ser explicada pelos dados divulgados nesta semana pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Segundo a associação, as vendas de materiais de construção no Brasil cresceram 15,09% de janeiro a setembro ante o mesmo período do ano passado. O ritmo de expansão nos nove meses é o mesmo esperado para o acumulado do ano, quando o setor deve crescer 15%. Em setembro, houve aumento de 3,56%.

Fonte: DCI

Região N-NE tem 1º edifício comercial sustentável

Posted by hugoperoni | Sem categoria | quinta-feira 28 outubro 2010 14:57

Syene Corporate, em Salvador (BA), recebeu 1ª certificação Aqua para projeto comercial na região. Telhas termoacústicas, reaproveitamento de águas pluviais e utilização de sanitários a vácuo estão entre as ações que levaram à certificação.

O Syene Corporate, em Salvador (BA), é o primeiro edifício comercial sustentável da região Norte-Nordeste. O empreendimento, cuja construção começa em março de 2011, recebeu, pela Fundação Vanzolini, a 1ª certificação Aqua (Alta Qualidade Ambiental) concedida para um projeto comercial da região.

O certificado foi aprovado com base no comprometimento do empreendedor com as questões ambientais, sistema de gestão da empresa e do empreendimento, definição do programa com soluções técnicas que visam atingir o menor impacto ambiental possível, privilegiando o bem-estar e a saúde dos usuários.

Projetado pelo arquiteto Antonio Caramelo, com a construção da MCC Engenharia, o Syene será erguido na Av. Tancredo Neves. O empreendimento terá salas comerciais de 93m² a 180m², salas de reunião, mall service, health fitness e heliponto. Serão 40 pavimentos com 207 salas comerciais, 20 lojas, 06 salas de reunião e 1.350 vagas para carros e 58, para motocicletas. O empreendimento vai usar telhas termoacústicas e vidros de alta performance com conforto térmico nas fachadas, reduzindo a carga térmica do edifício; haverá captação e reaproveitamento de águas pluviais; instalação de unidades coletoras de descartes recicláveis em todos os andares das torres; uso de piso elevado e forros modulados 100% reciclados e recicláveis e utilização de sanitários a vácuo. O início das obras do está previsto para março de 2011 e a entrega, março de 2013.

Segundo o professor Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo Aqua, a certificação se baseia em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: eco-construção, eco-gestão, conforto e saúde. Isso abrange a avaliação de um empreendimento nas fases de Programa, Concepção, Construção e fase de uso dos empreendimentos, sejam eles residenciais, comerciais, complexos esportivos e arenas, ou destinados à habitação popular.

Criada em 2008, a certificação Aqua já conta com 32 processos iniciados, 28 certificados emitidos (fases de concepção, programa e operação) e 14 empreendimentos certificados, totalizando cerca de 200 mil m2.

Entre os empreendimentos em processo de certificação na cidade de São Paulo, estão o Jardim Corporate Center da Incorporadora JHSF, Showroom Casa Natura, Centro de Eventos Nortel, e duas escolas estaduais da Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (FDE), responsável pela rede física da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Na Bahia, há dois empreendimentos residenciais da construtora Ecomundo. No Rio de Janeiro, em Niterói, a unidade da loja Leroy Merlin já obteve a certificação de todas as fases, além da Escola de Sustentabilidade Campus Natura, em Nazaré Paulista (SP), e a unidade Leroy Merlin, em Taguatinga (DF).

Fonte: ImovelWeb

O desafio da compra de materiais sustentáveis

Posted by hugoperoni | Sem categoria | quarta-feira 27 outubro 2010 17:44

Ecomaterial: 100% ecológico, sustentável, amigo do meio ambiente, reciclável, natural… As denominações para materiais sustentáveis são tantas que é difícil saber o que é de fato um material que gera menos impacto ao meio ambiente e qual devemos aplicar em nossas edificações e escritórios.

Os empreendimentos verdes, com suas certificações LEED® (Leadership in Energy and Environmental Design), AQUA (Alta Qualidade Ambiental) e Procel Edifica, tornaram-se novos padrões de mercado, inclusive de Classe A. As certificações valorizam os materiais com maior desempenho ambiental. Na norma LEED, por exemplo, os materiais com grande conteúdo reciclável em sua composição e baixas emissões de compostos orgânicos voláteis (COV) são contabilizados na pontuação total dos edifícios.

O mercado brasileiro de materiais “verdes” para a construção ainda está em seus primórdios, em relação aos EUA, Austrália, Japão e União Europeia. Nesses países, existe uma diversidade de selos verdes que comprovam as características ambientais dos materiais e as avaliações criteriosas minimizam o greenwashing. O termo define a indução do consumidor ao erro quanto às práticas ou benefícios ambientais de uma empresa, produto ou serviço. Segundo relatório da entidade TerraChoice, os produtos “verdes” cresceram de 40% a 176%, de 2007 a 2009; mas 98% deles cometeram pelo menos um dos pecados do greenwashing (quadro A).

No Brasil, os selos verdes emitidos por terceira parte, que antes eram focados em produtos orgânicos (alimentícios) e madeira certificada, hoje, abrangem materiais de construção civil e começam a ganhar espaço para a criação de um mercado de produtos mais sustentáveis, facilitando assim a vida dos compradores (quadro B). Para evitar o greenwashing, a rotulagem ambiental pode ser padronizada com os critérios estabelecidos pela série de normas ISO 14.020, seguindo três abordagens:

• Declaração de primeira parte: o fabricante apresenta dados ambientais de seus produtos, como o conteúdo reciclado existente na composição, a FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico), ou a quantidade de COV emitida pelo produto dizendo se ele é reciclável ou não.

• Declaração de segunda parte: é a rotulagem de produtos ou embalagens concedidas por associações comerciais. Não está diretamente ligada à fabricação ou venda do produto. As categorias de informação podem ser estabelecidas pelo setor industrial ou por organismos independentes.

• Declaração de terceira parte: uma entidade independente (instituições governamentais do setor privado ou organizações sem fins lucrativos), com base em critérios específicos, avalia os produtos em auditorias, emitindo um selo ao final do processo (veja adiante).

Se na declaração de primeira parte sempre houver o risco de o fabricante evitar apresentar pontos negativos de seus produtos, nas de segunda e terceira partes a credibilidade do selo ficará por conta da confiabilidade da entidade que o emite. É fundamental que os critérios de avaliação utilizados sejam claros, baseados em normas técnicas existentes, nacionais ou internacionais. Esta condição dará credibilidade ao produto e irá inserir o fornecedor nas regras do Código de Defesa do Consumidor, que estará sujeito às punições legais pertinentes.

Além dos selos, o comprador pode utilizar a “ferramenta dos seis passos” desenvolvida pelo CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), que identifica requisitos mínimos de sustentabilidade do fornecedor antes de selecionar um material:

1) formalidade da empresa;

2) licenciamento ambiental da fábrica ou jazidas;

3) respeito às normas técnicas, que garantem a qualidade do material;

4) perfil de responsabilidade socioambiental da empresa;

5) avaliação de greenwashing;

6) análise de durabilidade do produto (www.cbcs.org.br).

Os selos ambientais têm seu papel na promoção do mercado de materiais. No entanto, o crescimento desenfreado destes gera confusões para os compradores, rotulando os produtos como ambientalmente corretos, ou seja, o consumidor vê os símbolos, mas fica sem saber os aspectos ambientais do produto.

Assim, esperamos que, em um futuro não muito distante, os produtos apresentem rótulos descritivos com suas características de forma simplificada, clara e direta. Dessa forma, poderemos selecionar os produtos com base nos critérios mais convenientes para cada empreendimento, como o que já fazemos hoje ao comprar um produto alimentício lendo o informe nutricional da embalagem.

Fonte: Revista Buldings

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