Imobiliárias caem mais de 14% na semana passada e lideram perdas do Ibovespa

Posted by Patrinvest | economia,negócios imobiliários,o mercado imobiliário | segunda-feira 3 outubro 2011 18:07

 

As ações do setor setor imobiliário destacaram-se na ponta perdedora do Ibovespa na semana que se estendeu de 19 a 23 de setembro, com cinco empresas do setor figurando entre as seis maiores quedas do índice no período.

No último lugar, aparecem os papéis da Brookfield (BISA3), com queda de 18,10%, cotados a R$ 5,52. Gafisa (GFSA3; -17,48%, R$ 5,95) e Rossi Residencial (RSID3; -17,35%, R$ 9,43) aparecem logo depois com quedas de mais de 17%, enquanto que Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3) recuaram 14,27%, e 14,22%, respectivamente, com a ação valendo R$ 12,20 e R$ 10,50, nessa ordem. A única exceção dentre as maiores quedas do Ibovespa ficou com a Marfrig (MRFG3), que viu seus papéis terem a quarta pior performance do índice na semana (-17,28%), cotados a R$ 6,51.

Vale mencionar que o IMOB, índice de ações que acompanha as empresas do setor imobiliário, recuou 10,4% na semana, desempenho bem pior que o do benchmark da bolsa brasileira, que recuou 6,96% nos últimos cinco pregões.

Volatilidade do setor

Os temores com a situação da dívida europeia e em relação a uma possível recessão nos Estados Unidos levaram a uma crescente preocupação, fazendo investidores migrarem de ativos mais inseguros, como o mercado acionário, para aqueles tidos como mais seguros, como o dólar. O setor imobiliário, como um dos mais voláteis e dependentes de bons momentos econômicos, é um dos primeiros a sofrer.

Alguns dos papéis dessas empresas chegaram a atingir suas mínimas anuais na quinta-feira (22), fator que pode ter gerado uma boa oportunidade de entrada nesse tipo de investimento, visto que esse tipo de ativo agora opera abaixo das sua médias históricas. “Acredito que o setor esta subprecificado, esse movimento de curto prazo é mais de reajuste de posição”, afirma Renato Campos, analista da Técnica Assessoria de Mercado de Capitais.

Tendo esse cenário como pano de fundo, o Goldman Sachs aumentou a sua recomendação para o setor imobiliário, para “overweight” (exposição acima da média), destacando os valuations atrativos e os fortes fundamentos dessas companhias. “Nós continuamos a acreditar que as perspectivas de longo prazo para crescimento, o suporte político e os múltiplos descontados justifiquem o investimento em empresas do setor”, afirma o banco.

Inflação e dólar em alta também prejudicam

Mesmo com a boa sessão na sexta-feira, esses papéis continuaram a se situar entre as maiores quedas semanais. Além do dólar em patamares muito altos – o que acaba beneficiando empresas voltadas à exportação -, o setor também sentiu os efeitos negativos do avanço maior que o esperado do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgado na semana passada, o que aumentou ainda mais a incerteza do mercado acerca da inflação brasileira.

Fonte: Infomoney

Um a cada três imóveis alugados em SP é comercial

Posted by Patrinvest | economia,infraestrutura,Locação,negócios imobiliários,o mercado imobiliário | quarta-feira 28 setembro 2011 17:36

De acordo com pesquisa da Lello, número de novos contratos de aluguel residencial comercial subiu 16% no segundo trimestre ante os primeiros três meses do ano.

Um em cada três imóveis alugados na capital paulista é comercial.

É o que aponta levantamento da Lello, empresa líder em administração imobiliária no Estado com base nos dados consolidados do segundo trimestre deste ano.

Nos meses de abril, maio e junho o número de imóveis comerciais locados pela empresa nas diferentes regiões de São Paulo representou 30% do total.

O número de novos contratos de aluguel residencial comercial subiu 16% em relação ao primeiro trimestre, e o valor médio das locações novas chegou a R$ 3.500.

Salas e conjuntos comerciais representaram 41% do total de novas locações do setor no segundo trimestre, seguidas pelas casas comerciais, com 26%, e pelos salões, com 15%. As lojas representaram 10% do total de novos contratos, galpões, 6% e terrenos, 2%.

Entre os imóveis comerciais alugados no segundo semestre, 35% foram destinados à instalação de clínicas médicas, odontológicas e de estética, 22% para escritórios de representação comercial, contabilidade e advocacia, outros 22% para lojas de rua, 8% para estabelecimentos de alimentação como lanchonetes e restaurantes, e 4% para instituições de ensino.

O levantamento apontou, ainda, que as regiões de Moema e da Mooca lideraram a procura para locação de consultórios médicos e escritórios, seguidas pelas áreas da Vila Mariana e de Santana.

“O setor de imóveis comerciais está em alta e a rentabilidade do aluguel, para quem compra unidades com este perfil para fins de locação, tende a ser maior, proporcionalmente, do que no caso dos imóveis residenciais”, diz Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis.

Fonte: Brasil Econômico

Patrinvest patrocina Cityscape

Posted by hugoperoni | o mercado imobiliário | segunda-feira 22 novembro 2010 18:08

Estrangeiros precisam de bons parceiros locais para investir no Brasil

Posted by hugoperoni | o mercado imobiliário | terça-feira 19 outubro 2010 12:34

O Brazil Investment Connection realizado em Londres deixou como principal lição aos investidores ingleses a necessidade de realizar parcerias locais para ter sucesso nos seus investimentos no Brasil

O Brasil tem ótimas oportunidades de investimentos no mercado imobiliário, no entanto para ter sucesso é preciso fazer parcerias locais. Essa foi a constatação geral dos participantes da primeira edição do Brazil Investment Connection realizado em Londres na última quarta-feira (13). Mais de 100 investidores ingleses participaram do seminário da ADIT Brasil, que além de apresentar as oportunidades de investimentos do mercado imobiliário brasileiro, também mostrou quais os procedimentos técnicos de investir no Brasil e como a Associação pode ajudá-los a identificar os melhores investimentos.

foto: rochester

A experiência dos investidores que já apostaram no Brasil também foi um ponto alto do evento. Segundo o diretor de private equity da Charlemagne Capital, Michael Russell, para investir no Brasil é preciso primeiro ter bons parceiros locais e a ADIT Brasil é o melhor caminho para encontrar esses parceiros. “Nossas intenções são de ficar no Brasil por um bom tempo. Estamos procurando projetos novos e por estar em contato com organizações como a ADIT conseguimos nosso primeiro parceiro no Brasil”, afirmou.

Para Richard Cash da Invest in Brasil trabalhar com organizações com a ADIT e Apex Brasil são fundamentais para qualquer empresário que queira se posicionar bem no mercado imobiliário brasileiro. Cash também reforça a necessidade de ter parceiros locais para obter sucesso nos seus investimentos. “Para investir no Brasil é fundamental trabalhar em parceria com empresários locais”, destacou.

Minha Casa, Minha Vida

Outro destaque durante o Brazil Investment Connection foi o interesse dos investidores pelo programa do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida. No entanto, o diretor de investimentos da ADIT, Luiz Lessa, alertou aos investidores que para esse programa se transformar em uma real oportunidade de investimento para os empresários estrangeiros deve-se pensar em investir através de parceiros locais. “O debate e os relatos sobre a Minha Casa Minha Vida foram especialmente úteis, pois estamos olhando para este setor atentamente”, destacou Stuart Johnson da Experience International.

Rodrigo de Azeredo Santos, Ministro da Área Comerical da Embaixada do Brasil em Londres, concorda com Lessa e destaca o bom momento do Brasil. “As taxas de câmbio são resultado direto da boa economia brasileira. É evidente a força e estabilidade econômica de um país que tem o segundo maior Investimento Estrangeiro Direto, perdendo só para a China”, disse.

Feedback

Além do diretor de investimentos da ADIT, a gestora de projetos da Apex Brasil, Maria Luísa Cravo e o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Simão, também participaram do seminário. Os participantes consideram a iniciativa da ADIT em prover informações para os investidores uma excelente idéia.

Para Vasilios Dimarakis, da Moneycorp, o seminário foi uma ótima oportunidade também para fazer contatos. “Tivemos a oportunidade de fazer networking com potenciais parceiros e clientes interessados no mercado brasileiro com o interesse de fazer futuros negócios com eles”, destacou. “É a primeira vez que a Mandarin Oriental Hotel Group participa no Seminário Brazil Investment. Achamos que foi uma boa introdução ao mercado imobiliário brasileiro e ao mesmo tempo deu uma visão fascinante dos objetivos do governo e uma oportunidade valiosa para fazer networking”, disse Maria Adamo, da Mandarin Oriental.

Próximas edições do Brazil Investment Connection

O seminário Brazil Investment Connection ainda vai percorrer mais três países este mês. O próximo será em Madri, no dia 19. Lisboa e Nova York receberão o evento nos próximos dias 22 de outubro e 03 de novembro, respectivamente.

Fonte: ADIT Brasil

Especuladores buscam imóveis no Brasil, diz ‘New York Times’

Posted by hugoperoni | economia,o mercado imobiliário | sexta-feira 15 outubro 2010 19:34

Aumentou o interesse de especuladores estrangeiros em imóveis brasileiros, devido à expectativa para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, afirma uma reportagem no site “Great Homes and

Destinations”, do “New York Times”.

A cidade de São Paulo é procurada por profissionais norte-americanos, europeus e asiáticos, que vêm ao País por razões profissionais.

Steve Gallagher, dono da empresa Brazil Overseas Property, para estrangeiros que buscam imóveis no País, o Nordeste recentemente tem atraído investidores.

O site “Great Homes and Destinations” orienta investidores interessados em imóveis de alto padrão e oferece informações bem básicas sobre o Brasil. Com isso, chega a ignorar algumas características do País, como o trânsito de São Paulo (o texto diz que o Pacaembú fica a meia hora do aeroporto de Guarulhos) e o tamanho do País (“o Nordeste do Brasil, perto do Rio de Janeiro…”).

Fonte: Radar economico Estadão
Foto: Jornale

Antes degradada, região do Baixo Augusta vira alvo de construtoras

Posted by hugoperoni | o mercado imobiliário | terça-feira 12 outubro 2010 16:54

Nos próximos dois anos, eixo entre as Ruas Augusta e Frei Caneca vai receber 2,5 mil moradores; procura justifica m² a R$ 6 mil


Até há pouco tempo símbolo da degradação urbana do centro de São Paulo, a região conhecida como Baixo Augusta virou o novo alvo do mercado imobiliário. São oito prédios residenciais em construção em um raio de 1,5 km entre as Ruas Bela Cintra, Manuel Dutra e Álvaro de Carvalho. O processo vai levar à região, ao longo dos próximos dois anos, mais de 2,5 mil moradores – número 450% maior do que nos sete anos anteriores.

Esse boom imobiliário na região é motivado em grande parte pelo rejuvenescimento desencadeado por quem agora ocupa suas calçadas toda noite. Nas Ruas Augusta e Frei Caneca, o democrático vaivém de baladeiros, cinéfilos, metaleiros, emos e estudantes de moda já ganhou a companhia do movimento frenético de caminhões, sacos de areia e betoneiras.

Foto: google.com.br

Com o aumento no número de restaurantes, cafés, bares e lojas no Baixo Augusta, os lançamentos vêm atender a uma demanda reprimida de pessoas que agora querem morar no centro. Uma tendência inédita desde o ápice do abandono do centro paulistano, na década de 1990. Para efeito de comparação, houve apenas um lançamento nesse perímetro nos últimos três anos.

Além de se inverter, essa tendência de ocupação da região é forte. Segundo levantamento exclusivo da Lopes Inteligência de Mercado, de todas as unidades lançadas na Bela Vista apenas 4,3% ainda estão disponíveis para a venda. Trata-se de um índice de sucesso de vendas sem comparação na cidade – até mesmo se comparado com outra áreas supervalorizadas e procuradas, como os Jardins e Higienópolis.

Liquidez. Ainda em fase de acabamento, as três enormes torres da construtora Trisul na Rua Frei Caneca estão praticamente liquidadas. Só há uma unidade à venda – as outras 323 foram comercializadas, e quase metade somente no lançamento, em 2008.

No fim do ano passado, um prédio da construtora Requadra na Rua Paim, travessa da Frei Caneca, teve absolutamente todas as 256 unidades vendidas em duas horas – o equivalente a dois apartamentos negociados a cada minuto. “A procura é enorme. Muita gente que demorava muito para chegar ao trabalho quer agora morar no centro, em uma região que tem tudo por perto”, explica o administrador de carteira da empresa, Jackson Batista da Silva.

A Requadra já tem outro lançamento em um terreno vizinho, com 250 unidades. No próximo ano, lança mais uma torre na Rua Paim. “Os prédios vão ocupar áreas que antes eram um amontoado de cortiços. Vai valorizar muito”, afirma Silva.

Em breve, o mesmo endereço ainda recebe um quarto empreendimento, da incorporadora AAM. A empresa já comprou uma série de imóveis na rua – em sua maioria, casas antigas e pequenos cortiços.

Preços. Essa forte procura por apartamentos na região já provoca uma valorização que se aproxima à das áreas mais nobres da cidade. Os novos empreendimentos que estão sendo erguidos por ali têm o preço do metro quadrado entre R$ 5,3 mil e R$ 6 mil, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). “Isso é o equivalente a bairros como a Vila Madalena, Brooklin e até Moema”, diz Luiz Paulo Pompeia, diretor de estudos especiais da Embraesp.

A onda de valorização também alcança imóveis mais antigos. Um apartamento de dois dormitórios, que em 2005 custava R$ 150 mil, hoje vale mais que o dobro, cerca de R$ 350 mil. A expectativa do mercado agora é que esse fenômeno comece a se irradiar para o centro mais antigo, revitalizando assim ruas e prédios que estão praticamente abandonados na região.

Fonte: Rodrigo Brancatelli e Paulo Saldaña – O Estado de S. Paulo

Mercado imobiliário está aquecido no Brasil

Posted by Patrinvest | o mercado imobiliário | quinta-feira 7 outubro 2010 19:26

Especialistas debatem as causas e os efeitos do aumento da compra, venda e aluguel de imóveis nas principais cidades do país. Saiba quais são os direitos e os deveres dos consumidores.

Fonte: Globo.com

A explosão do mercado imobiliário

Posted by Patrinvest | o mercado imobiliário | segunda-feira 4 outubro 2010 17:31

Nos últimos dois anos, o aquecimento da economia, o aumento do poder aquisitivo da população, a ascensão da classe C, a redução das taxas de juros e o expressivo aumento da oferta de crédito criaram um cenário extremamente favorável para o mercado de imóveis. Em São Paulo, bem como nos municípios em seu entorno, a expansão da malha viária e da rede de transportes metropolitana, com a inauguração do trecho sul do Rodoanel e de novas estações de trem e de metrô permitiram uma grande valorização de boa parte dos imóveis residenciais e comerciais.

O aumento da demanda trouxe um boom de lançamentos e, especialmente no último ano, maior quantidade de imóveis usados colocados à venda, seja porque seus proprietários desejaram realizar imediatamente o lucro pela valorização ou porque, em outros casos, decidiram mudar para apartamentos ou casas maiores ou mais bem localizadas. O fato é que o mercado paulistano nunca esteve tão movimentado, com inúmeras possibilidades para quem deseja comprar para morar, revender ou alugar. O setor está mais do que nunca atraente, mas é preciso prudência e análise para que se possa fazer o melhor negócio.

Com tantas ofertas e opções, é natural que muitos tenham dúvida de em qual ficha apostar. E, regra geral, há uma percepção generalizada de que, para morar ou investir, a melhor opção são os lançamentos imobiliários ou empreendimentos residenciais em construção. Muita calma nessa hora.


Prédios em obra. Foto Você SA

Há inúmeras ofertas interessantes em lançamentos residenciais. E vantagens: o comprador receberá um imóvel totalmente sem uso, moderno e com áreas de lazer mais sofisticadas, como fitness e varanda gourmet, dentre outros. Além disso, terá facilidade no retorno, e ganho expressivo se desejar revender a unidade próximo à data de entrega das chaves.

Mas há uma impressão equivocada de que o lançamento imobiliário é mais barato do que o imóvel usado. Proporcionalmente, na comparação do valor por metro quadrado, o preço de um imóvel pronto, usado, é de 20% a 30% menor do que o dos que estão em construção.

A maior disponibilidade de financiamento bancário, que hoje já responde por mais de 40% das vendas realizadas, contra 20% há três anos, e a possibilidade de desconto dos proprietários para agilizar o fechamento do negócio tornam atraente a compra de usados.

Os imóveis de terceiros têm a vantagem de serem disponibilizados praticamente no ato para os compradores, tão logo seja finalizada a transação financeira, sem necessidade de se aguardar por dois ou três anos até a entrega da unidade, que ainda terá de ser mobiliada e decorada, e muitas vezes depende ainda de colocação de pisos e alguns acabamentos.

Além disso, as unidades prontas podem ser visitadas “fisicamente” pelos interessados. O cliente sabe exatamente aquilo que está comprando, e inclusive sabe de antemão informações precisas, como o valor do condomínio e do IPTU, e por isso a chance de arrependimento, no futuro, é menor.

No caso de compra para investimento, o imóvel usado também é bom negócio, já que o proprietário pode começar a usufruir dos rendimentos da locação rapidamente, logo após a entrega das chaves, tendo retorno sobre o investimento realizado na compra da unidade.

A expansão do financiamento imobiliário facilitou a compra de imóveis de terceiros, e cada vez mais esse tipo de negócio é realizado em São Paulo. Entretanto, alguns cuidados são essenciais para que a compra ocorra sem surpresas, como verificar se a unidade está com toda a sua documentação em ordem.

O proprietário também não pode estar impedido legalmente de vendê-lo, como, por exemplo, ter seus bens indisponíveis por decisão judicial. Para verificar se o vendedor não tem problemas de idoneidade financeira recomenda-se procurar uma consultoria e, em São Paulo, solicitar certidão negativa dos dez cartórios de protesto, certidão do cartório de distribuidores cíveis e família, executivos fiscais, trabalhista e certidão da Justiça federal.

Com o mercado aquecido, multiplicaram-se as possibilidades, e neste momento é necessário serenidade, informação e consultoria para fazer as escolhas certas.

Fonte: DCI (Diário Comércio Industria & Serviços)

Rio e São Paulo figuram entre as dez cidades mais caras do mundo

Posted by Patrinvest | o mercado imobiliário | quinta-feira 30 setembro 2010 20:04

O Hang Seng Bank comprou a HSBC Tower, em Pequim, por US$ 73 milhões. Em Seattle, nos Estados Unidos, o City Plaza Center, praticamente todo ocupado pela Microsoft, foi comprado pela Cole Real Estate Investments por US$ 310 milhões. Em Washington, o Evening Star Building, bem localizado na Pennsylvania Avenue, foi arrematado por US$ 180 milhões. No Rio de Janeiro, o Ventura Towers foi vendido ao BTG Pactual e BR Properties ao equivalente a US$ 398 milhões. Em São Paulo, 49% do maior prédio de escritórios da Faria Lima foi negociado por US$ 351 milhões.

Nesse emaranhado de vultosos valores e endereços privilegiados, o Brasil aparece em destaque. Tanto nas transações de prédios inteiros, quanto no valor do aluguel. Apenas no segundo trimestre de 2010, o volume de negócios triplicou em relação ao mesmo período do ano passado e somou US$ 1,6 bilhão. No que se refere aos aluguéis, o país desbanca localizações nobres e tradicionalmente caras: o preço médio de aluguel no Rio de Janeiro já está mais caro do que o miolo de Nova York. O mesmo acontece com a avenida Faria Lima – que se firma como o endereço mais nobre de São Paulo.

SP e RJ
Fotos Justfares.com e skyscraperlife.com

Estudo preparado com exclusividade pela Jones Lang LaSalle a pedido do Valor, mostra as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo entre as dez mais caras do mundo. O Rio de Janeiro aparece em sexto lugar, com o mesmo preço do metro quadrado de Milão – US$ 51. São Paulo está em nono lugar, ao lado da também italiana Roma.

Em rankings globais, antes da crise de 2008, as duas cidades brasileiras costumavam aparecer entre a trigésima e quadragésima posição. O levantamento considera 98 cidades espalhadas pelos Estados Unidos, América do Sul, Ásia e Europa. Atualmente, o Brasil está à frente de cidades importantes, como Washington (16 posição), Madrid (17) , Buenos Aires (20), Bombaim (21), Toronto (24), México (25), Delhi (31).

Além do câmbio favorável, pesa positivamente para o Brasil tanto a valorização e o crescimento acelerado dos imóveis nos últimos cinco anos, quanto a forte queda em outros países, afetados de maneira mais intensa e prolongada pela crise mundial de 2008. A escassez de espaços para novas construções no centro do Rio e na avenida Faria Lima – onde a média de preços é de R$ 88 e R$ 110, respectivamente – fizeram com que os poucos imóveis disponíveis ganhassem status de joia rara.

Nos edifícios mais nobres e procurados dessas regiões, há contratos sendo fechados na casa de R$ 140 a R$ 150 por metro quadrado – o segundo valor mais caro do mundo, atrás apenas de Londres e acima dos caríssimos Paris e Tóquio. Para os prédios que serão entregues em 2011 e 2012, já se fala em até R$ 180, embora não haja notícias de contratos assinados por esse valor. O empresário Walter Torre, por exemplo, que esta construindo prédios de altíssimo padrão ao lado do novo shopping Iguatemi, na Marginal Pinheiros com a Juscelino, pretende pedir R$ 240 pelo metro quadrado do aluguel.

Muitas empresas que precisam de novos espaços encontram dificuldades em encontrar áreas a um preço considerado razoável. “Estampar o endereço Brigadeiro Faria Lima no cartão virou sinônimo máximo de status”. Para Fábio Maceira, presidente da Jones Lang, já começa a perder sentido estar lá, a não ser que a empresa realmente queira um espaço nobre. Quem procura esse tipo de imóvel são os bancos de investimentos, escritórios de advocacia e as chamadas “family offices” – as administram fortunas de famílias. Para os grandes bancos, só se for a área private.

O descompasso entre oferta e demanda trouxe de volta ao mercado os contratos de pré-locação. Os prédios são entregues alugados. Outro efeito é a dificuldade por parte dos inquilinos já instalados nessas regiões para conseguir renegociar seus contratos. “Está muito complicado negociar, os donos dos imóveis não estão dispostos a ceder”, diz uma fonte do mercado. Pela lei do inquilinato, os contratos devem ser revistos a cada três anos.

O Brasil se destaca em outro quesito. No primeiro semestre, a a taxa de vacância (imóveis comerciais vagos) em São Paulo foi de 8,4% e de 5,1% no Rio, contra 18,3% na América do Norte, 10,2% na Europa e 12,4% na Ásia.

Segundo relatório internacional da Jones Lang LaSalle, na Europa os investidores continuam hesitantes, preocupados com as questões de dívida soberana e com os pacotes de austeridade. “Os Estados Unidos tiveram um início de ano lento, mas agora os mercados estão retomando o ritmo de forma crescente.” De acordo com o estudo, nos EUA é forte o apetite dos investidores pela limitada oferta de escritórios com boa ocupação e de alto padrão, além de ativos inadimplentes e em processo de execução. No Pacífico asiático, houve uma queda de 34% nos volumes de investimentos, com quedas mais expressivas no Japão, China e Austrália, mas aumentos em Hong Kong e Taiwan. Houve estabilização dos aluguéis, depois de um período de baixa e a demanda foi alimentada por investidores domésticos.

Ainda segundo o estudo, investimento direto em imóveis comerciais no mundo subiu 90% entre o segundo trimestre de 2009 e o segundo trimestre de 2010, de R$ 34,6 milhões para R$ 65,7 milhões. O maior aumento aconteceu nas Américas, com alta de 334%. “O Brasil lidera o aumento de transações nas Américas”.

Fonte: Valor Econômico

Brasil detém a maior valorização de aluguel comercial

Posted by Patrinvest | o mercado imobiliário | quarta-feira 29 setembro 2010 18:29

Em um ano, locação na Rua Haddock Lobo, em São Paulo, aumentou 92%. No ranking das áreas comerciais mais caras do mundo, Brasil marca presença com o Shopping Iguatemi na 11ª colocação.

São Paulo, SP – A Rua Haddock Lobo, em São Paulo, foi o endereço de locação comercial que mais valorizou em todo o mundo no último ano. O valor cobrado pelo aluguel de uma área comercial no local aumentou 92% em relação a 2009, fechando em 944 dólares o metro quadrado por ano.


shopping Iguatemi. Foto maplink

A Rua do Jardim Paulista que abriga restaurantes badalados e grifes famosas como Christian Dior, Montblanc, Marc Jacobs, Louis Vuitton, MaxMara, Emporio Armani, Tiffany & Co. e Bulgari, no entanto, não está entre os endereços mais caros do ranking global da consultoria Cushman & Wakefield. Para esta categoria, o representante brasileiro cabe a outro endereço de luxo paulistano: o Shopping Iguatemi. Com valor de locação de US$ 4.335 o metro quadrado por ano, o espaço de compras teve valorização de 14,5% e subiu quatro posições, para o 11º lugar mais caro do mundo e o 5º das Américas.
Em primeiro lugar no ranking global, mantendo a colocação por nove anos, ficou a 5ª Avenida em Nova York, com valor anual de locação de US$ 22,6 mil – valorização de 8,8% em relação a 2009.

O 2º lugar permaneceu com a Causeway Bay, em Hong Kong, com o metro quadrado por 17,9 mil dólares ao ano e o 3º ficou com a avenida Ginza, de Tóquio (US$ 9.445 por ano o metro quadrado).

Já a avenida parisiense Champs-Elysées enfrentou a maior desvalorização dentre as 10 áreas comerciais mais caras e perdeu o 4º lugar do mundo (e o 1º da Europa) para New Bond Street, 4º lugar do ranking global, aumenta em Londres, onde o aluguel comercial subiu para 8.997 dólares o metro quadrado por ano.

Os 8,5 mil dólares o metro quadrado por ano cobrados pela locação na Champs-Elysées garantiu a Paris o 5º lugar no ranking global.

Veja a lista dos 20 endereços comerciais mais caros do mundo:

1- 5th Avenue, New York, USA (US$ 22.604/m²/ano)
2- Causeway Bay, Hong Kong, Hong Kong (US$ 17.908/m²/ano)
3- Ginza, Tokyo, Japan (US$ 9.445/m²/ano)
4- New Bond Street, London, UK (US$ 8.997/m²/ano)
5- Avenue des Champs Elysées, Paris, France (US$ 8.531/m²/ano)
6- Via Montenapoleone, Milan, Italy (US$ 8.293/m²/ano)
7- Bahnhofstrasse, Zurich, Switzerland (US$ 7.373/m²/ano)
8- Myeongdong, Seoul, South Korea (US$ 5.933/m²/ano)
9- Pitt Street Mall, Sydney, Australia (US$ 5.042/m²/ano)
10- Kaufingerstraße, Munich, Germany (US$ 4.532/m²/ano)
11- Iguatemi Shopping, São Paulo, Brazil (4.335/m²/ano)
12- Kärntnerstraße, Vienna, Austria (US$ 3.951/m²/ano)
13- Grafton Street, Dublin, Ireland (US$ 3.941/m²/ano)
14- Portal de l’Angel, Barcelona, Spain (US$ 3.805/m²/ano)
15- Tverskaya, Moscow, Russia (US$ 3.500/m²/ano)
16- East Nanjing Road, Shangai, China (US$ 3.492/m²/ano)
17- Shopping Centre, Ho Chi Minh City, Vietnam (US$ 3.480/m²/ano)
18- Orchard Road, Singapore, Singapore (US$ 3.414/m²/ano)
19- Ermou, Athens, Greece (US$ 3.220/m²/ano)
20- Bloor Street, Toronto, Canada (US$3.178/m²/ano)

Fonte: ImovelWeb

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